(1899-1992)
Pintor. Começou a pintar aos oito anos de idade e se
formou, ainda muito jovem, pelo Instituto de Belas
Artes de Nápoles. Estudou com Paolo Vetri e,
preparando as tintas e aprendendo técnica, auxiliou
seu mestre na execução da pintura no teto do Salão
Mor da Universidade de Nápoles, posteriormente
destruída pelos americanos na II Guerra Mundial.
Cannone sempre viveu da pintura.
Formado, obteve o título de Professor de Desenho e
passou a dar aulas no Instituto Técnico: só deixou
esta atividade quando a pintura começou a lhe
absorver o tempo.Ao vencer um concurso em Nápoles,
obteve uma pensão para viver em Roma durante quatro
anos, e que cobria todas as despesas de viagem,
estada e incluía um atelier. Durante o fascismo,
segundo o próprio pintor, os artistas receberam um
grande apoio para desenvolver seu trabalho, ao ser
criado o Sindicato dos Profissionais Liberais e
Artistas em 1924, e que funcionou até o fim da
guerra.
Continuou a pintar mesmo durante este grave
conflito, a II Guerra, quando já tinha uma família
de sete filhos, entre eles o pintor Carolus (Carlo
Cannone). Nesse período, o mercado consumidor de
arte continuava excelente, pois muitos capitalistas,
com medo da desvalorização do capital, procuravam
apoiá-lo na compra de vários bens, inclusive
quadros. Cannone chegou ao Brasil com a família em
fins de 1947.Residiu em São Paulo, e depois
transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde permanece
até hoje.
Em recente depoimento, o artista declara que
considera a pintura como a íntima manifestação dos
seus sentimentos e emoções, e não do que ocorre
circunstancialmente. “Quando estou no cavalete,
estou como num sonho, não vejo ninguém e nada à
minha volta”. Entre seus discípulos, o marinhista
Antonio Carpentieri.