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Hector
Julio Páride Bernabó ou Carybé (Lanús, 7 de fevereiro de
1911 — Salvador, 2 de outubro de 1997) foi um pintor,
gravador, desenhista, ilustrador, ceramista, escultor,
muralista, pesquisador, historiador e jornalista
argentino naturalizado e radicado no Brasil.
Durante a época que morou no Rio de Janeiro, foi
escoteiro. Lá, era costume cada um ser identificado por
um nome de peixe e ele recebeu o apelido de de Carybé
(nome de um tipo de piranha). O artista usou-o então
como alcunha no lugar do seu nome de batismo, muito
parecido com o do seu irmão, também pintor.
Fez cinco mil trabalhos, entre pinturas, desenhos,
esculturas e esboços. Ilustrou livros de Jorge Amado e
Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez. Era obá
de Xangô, posto honorífico do candomblé. Morreu do
coração durante uma sessão num terreiro de candomblé.
Uma parte da obra de Carybé se encontra no Museu
Afro-Brasileiro de Salvador. São 27 painéis
representando os orixás do candomblé da Bahia. Cada
prancha apresenta um orixá com suas armas e animal
litúrgico. Foram confeccionadas em madeira de cedro, com
trabalhos de entalhe e incrustações de materiais
diversos, para atender a uma encomenda do antigo Banco
da Bahia S.A., atual Banco BBM S.A., que os instalou em
sua agência da Avenida Sete de Setembro, no ano de 1968. |