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Carlos
Mendonça nasceu em Teresópolis, em 1930, mas veio morar
em Cabo Frio em 1953 para trabalhar como leitor de
Código Morse. Mas, como a vida faz de vez em quando,
seus planos de trabalhar com Código Morse ficaram para
trás e ele trouxe à tona sua verdadeira habilidade: a
pintura. Conseguiu emprestado com um monge da ordem
franciscana um espaço no Convento Nossa Senhora dos
Anjos, onde montou seu ateliê e ali criou por dez anos.
Carlinhos começou a expor em 1956 no Salão Fluminense de
Belas Artes, sendo premiado com a menção honrosa.
Participou de varias exposições em Niterói, Rio e São
Paulo, e em 1964 foi premiado com medalha de bronze no
Salão de Belas Artes com um autorretrato.
Casado com Vilma, pai de dois filhos homens e avô de uma
garotinha, aos 80 anos diz que cansou de pintar
paisagem. Prefere as linhas primordiais dos elementos
construtores da forma. O abuso é na cor, presente,
densa, irradiante e soberana. O concreto é repaginado
pelo pintor aquecido, humanizado pelos olhos que
enxergam além do físico e do concreto, que expressa nas
telas o que não tem forma, mas tem cor, muita cor: o
abstrato. |