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Paris,
1939
É filho do grande pintor clássico Martinho de Haro.
Rodrigo nasceu em Paris e veio em 1939 para o Brasil. É
membro da Academia Catarinense de Letras e, entre muitas
obras plásticas que brotam de sua criatividade, um de
seus trabalhos mais vistosos orna as paredes e a entrada
da reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina.
Outro é um quadro localizado na Igreja de Santa Catarina
de Alexandria, em homenagem a Santa Catarina de
Alexandria, padroeira de Florianópolis.
Rodrigo de Haro, poeta, intelectual, pensador,
mosaicista e artista multifacetado e tem uma trajetória
de vida absolutamente mágica. É filho do grande pintor
clássico Martinho de Haro, que certa vez ganhou como
prêmio uma bolsa de estudos na França, onde passou longa
temporada. Rodrigo nasceu em Paris e veio bebê para o
Brasil logo que estourou a II Guerra, em 1939.
Literato e dotado de grande força criativa, é uma
espécie de referência segura para qualquer artista
catarinense ou para quem quer fazer um estudo sério
sobre a vida cultural catarinense e brasileira. Entre
muitas atividades, é autor de todos os cenários do filme
sobre Cruz e Sousa rodado pelo cineasta Sílvio Back,
também catarinense. Rodrigo é membro da Academia de
Letras de Santa Catarina e, entre muitas obras plásticas
que brotam de sua pletora criativa, boa parte vem da
linguagem musiva, que domina com maestria. Um de seus
trabalhos mais vistosos orna a entrada da reitoria da
Universidade Federal de Santa Catarina.
Na penúltima Bienal do Mercosul, realizada em Porto
Alegre, Rodrigo apresentou um enorme painel em mosaico
rodeando todo o evento. Foi a única obra que ficou no
local depois que a exposição acabou, por causa de sua
característica de permanência. O mais importante da obra
de Rodrigo de Haro, no entanto, está bem preservado no
carinho, na admiração e no apreço dos catarinenses e dos
muitos amigos que guarda por toda parte. Nos últimos
anos, vem dividindo seu tempo entre Florianópolis e São
Paulo, o que, com certeza, deve conferir mais
visibilidade às múltiplas iniciativas em que sempre se
envolve, emprestando seu talento não apenas às letras e
às artes em geral, mas especialmente à arte do mosaico,
que tem nele um realizador emérito, pelo estilo, pela
força, pela surpresa de suas obras, pela extravagância
do colorido e pela temática, sempre comprometida com
nossa latinidade, nossa gente, nossa fé e nossa cultura. |