

AeroGuion 1
Som reproduzido em SDDS - Sony Dynamic Digital Sound
CARAMELO
95MIN/ 10ANOS
17h10 – 18h55
FESTIVAL DE SAN
SEBÁSTIAN
PRÊMIO SEBÁSTIAN
PRÊMIO DO PÚBLICO
PRÊMIO DO JÚRI JOVEM
Direção: Nadine Labaki
Produção: Anne-Dominique Toussaint
Roteiro: Nadine Labaki, Jihad Hojeily, Rodney Al Haddad
Música original: Khaled Mouzanar
Direção de fotografia: Yves Sehnaoui
Montagem: Laure Gardette
Elenco:
Nadine Labaki - Layale, Yasmine Al Masri - Nisrine, Joanna Moukarzel
- Rima, Gisèle Aouad - Jamale, Adel Karam - Youssef, Siham Haddad -
Rose, Aziza Semaan - Lili, Fatme Safa - Siham, Dimitri Stancofski -
Charles, Fadia Stella - Christine, Ismail Antar - Bassam
Sinopse:
CARAMELO nasceu no projeto Residência do Festival de Cannes,
realizado pela atriz e diretora Nadine Labaki em 2004 com ela no papel
da propritária de um salão de beleza. O longa foi selecionado para o
Festival de Toronto 2007 e para a Quinzena dos Realizadores de Cannes
2007 e premiado no Festival de San Sebátian. Caramelo é a pasta
depilatória produzida à maneira oriental: uma mistura de açúcar, limão e
água fervida até atingir o ponto do caramelo. Essa mistura é depois
depositada sobre o mármore para resfriar. O Caramelo do título é também
uma metáfora para o agridoce, o doce que pode queimar e machucar.
Em Beirute, no salão de beleza Sibelle, cinco mulheres se encontram
regularmente. Layale é amante de um homem casado e espera que um dia ele
deixe a mulher. Nisrine é muçulmana e vai se casar, só que não é mais
virgem e não sabe como contar ao noivo. Rima sente atração por mulheres.
Jamale não quer envelhecer. Rose abdicou de sua vida para cuidar da irmã
mais velha.
No salão, entre cortes de cabelo e depilação à base de caramelo (receita
oriental tradicional: açúcar, limão e água), homens, amor, sexo,
casamento, maternidade e amadurecimento estão no centro de suas
conversas mais íntimas.
O filme fala sobre as pequenas histórias dessas mulheres, de idades
diferentes, que se cruzam no salão. Questões do universo feminino são
abordadas com muita sensibilidade e equilíbrio pela diretora (entre
elas, os relacionamentos afetivos), sem recorrer a modelos apelativos.
Embora fale da mulher libanesa, que enfrenta uma moral mais rígida que a
mulher ocidental, Beirute é também uma das cidades mais abertas do
Oriente. A diretora expõe assim uma característica contemporânea dessas
mulheres: a crescente ocidentalização dos costumes e, por conseqüência,
o desafio de enfrentar a tradição, representado no filme pela liberdade
de escolha, sexual e afetiva, e pelos modelos de beleza. Afinal, essas
mulheres não assim tão diferentes das mulheres do Ocidente
