

AeroGuion 3
BONS COSTUMES
96MIN/ 12ANOS
De sexta, sábado e domingo – 14h45 – 16h30
De seg. a quinta – 16h30
[Easy Virtue, Reino
Unido/Canadá, 2008]
Stephan Elliott é australiano, tem 47 anos e, para o cinéfilo, é o
diretor de um só sucesso - "Priscilla, a Rainha do Deserto", road movie
que estourou nas telas em 1994, a partir de sua exibição no Festival de
Cannes. A história das drag queens que atravessam o deserto num ônibus
cor de rosa, ao som de ABBA, caiu no gosto de todas as plateias. Elliott
perdeu-se depois em projetos descontrolados, mas ele ressurge agora
promissor com uma adaptação de Noel Coward, "Bons Costumes".
Elenco:
Jessica Biel, Ben Barnes, Kristin Scott Thomas.
Sinopse:
No fim dos anos
1920, um jovem inglês leva sua esposa para conhecer sua família.
Kristin Scott Thomas e Colin Firth fazem boas atuações. Mas o diretor
consegue o que parecia impossível - extrair uma boa interpretação de
Jessica Biel. A bela atriz mostra que o problema não é tanto dela, mas
de seus diretores. "Muita gente torceu o nariz e até pensava que eu
estava entrando numa fria ao contratar Jessica, mas nunca tive dúvidas
de que ela poderia render", fala Elliott. Na história, Jessica faz uma
americana que, nos anos 1920, se casa com inglês aristocrático e provoca
um cataclismo ao ser apresentada à família do noivo.
"Bons Costumes", que no original se chama Easy Virtue, já havia sido
filmado por Alfred Hitchcock no começo de sua carreira, em 1927. "Noel
Coward tinha 24 anos quando escreveu a peça e Hitchcock tinha um pouco
mais, 28, quando fez o filme. Coward já esgrimia sua mordacidade no
texto, mas Hitchcock ainda era um diretor sem estilo ou, eu diria, um
talento em formação. Mas o filme dele revela imaginação e isso é cool."
Elliott diz que o mais interessante no texto de Noel Coward é que ele
não ficou datado. Dramaturgo e cineasta de prestígio, Coward foi um
ácido crítico do sistema de classes britânico, que já estava começando a
ruir quando ele entrou em cena. "O bom desse texto é que ele continua
atual", explica Elliott. Mesmo assim, ele admite que quis fazer uma
adaptação ?para o século 21?.
A modernidade do texto é realçada pela trilha, que teria canções de Cole
Porter inicialmente. "Eu tinha uma bela trilha só dele, mas quis
incrementar com rock para que os avós se sentissem mais à vontade",
brinca o diretor.
