109MIN/14ANOS
14h30Indicado à Palma de Ouro do Festival de Cannes em 2009, o destacado cineasta ELIA SULEIMAN realizou o belo INTERVENÇÃO DIVINA, lançado pelo Guion Center e neste filme enfoca quatro episódios auto-biográficos que marcaram a sua família desde 1948. Inspirado pelos diários de seu pai, combatente da resistência palestina, e pelas cartas de sua mãe aos familiares expatriados, ele reconstitui o cotidiano dos chamados “árabes-israelenses” a partir do momento em que escolheram permanecer em sua terra natal e passaram a viver como minoria. Memórias íntimas que se confundem com a história coletiva de um país em desaparecimento.
(THE TIME THAT REMAINS/ PALESTINA - FRANÇA/ 2009/ DRAMA/ 109MIN 14 ANOS)
Direção e Roteiro: ELIA SULEIMAN
Audio: HEBREU/ÁRABE
Diretor de Fotografia: MARC-ANDRÉ BATIGNE
Montagem: VÉRONIQUE LANGE
Edição de som: JONATHAN GOC
Direção de Arte: SAMUEL DESHORS
Música Original: ALEX BEAUPAIN
Efeitos Visuais: SERVADIO ADRIEN
Elenco:
Melvil Poupaud, Jeanne Moreau, Valeria Bruni Tedeschi, Daniel Duval, Marie Rivière, Christian Sengewald, Louise-Anne Hippeau, Henri de Lorme, Walter Pagano, Violetta Sanchez
Sinopse:
"O que resta do tempo” é um filme semi-biográfico, em quatro episódios, sobre uma família - a família do diretor Elia Suleiman - de 1948 até tempos recentes. O filme é inspirado nos diários particulares do seu pai, a partir de quando ele era um combatente da resistência em 1948, e das cartas da mãe de Suleiman que foram deixadas aos membros da família, que foram obrigados a deixar o país desde aquela época. Combinada com as memórias íntimas do diretor e a de seus pais, o filme tenta retratar a vida diária dos palestinos que permaneceram e foram marcados como "árabes israelenses ', a viver como uma minoria em sua própria terra.
O que se comenta :
Abusado, sem dúvida, o cineasta, mas é com uma comédia irreverente como esta que ele consegue tocar no mais sério dos assuntos: a angústia por preservar a cultura do seu povo em tempos de pasteurização e em ambiente hostil.
Felizmente, o lacônico sarcasmo de Suleiman continua o mesmo. A julgar por Intervenção Divina (2002, o longa-metragem anterior do cineasta palestino Elia Suleiman, poderíamos esperar de O que Resta do Tempo o mesmo cinema de simbolismos, com toques de comédia à Jacques Tati e muitas muitas referências à cultura de massa ocidental.
